domingo, novembro 27, 2005

CALÇADA DE CARRICHE

Assim termino, tal como tinha dito na primeira posta sobre este belo poema de: Homenagem ao Poeta António Gedeão. Bem como à mulher portuguesa:

(…) larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Poesias Completas (1956-1967)

5 Comments:

Anonymous ana said...

Mulher com garra como todas (ou pelo menos a maioria) das mulheres portuguesas. E bonita homenagem! Beijinhos

domingo, novembro 27, 2005 11:05:00 da manhã  
Anonymous Maria do Céu Costa said...

A obra do poeta que ando a aprofundar neste momento, António Gedeão. Bom post, Soslayo. Beijinhos.

domingo, novembro 27, 2005 11:16:00 da manhã  
Blogger JSilvio said...

:)

A mulher portuguesa é dura...

domingo, novembro 27, 2005 6:11:00 da tarde  
Blogger Luís Monteiro da Cunha said...

Até parece, pela cadência que é fácil, mas nota-se o sofrimento de Luisa e de todas as Luisas deste país, que se retratam neste singelo mas belo poema.

Boa semana.

Abraço

segunda-feira, novembro 28, 2005 6:40:00 da manhã  
Anonymous Black_Vampire / Deuza said...

Parabens és DESTAKE nas Trevas.
Jokas vampirescas

segunda-feira, novembro 28, 2005 10:06:00 da manhã  

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