terça-feira, março 07, 2006

MÚSICO DE RUA

photo: Joaquim - 1.000 imagens

Sou o dedilhador deste dédalo cinzento
aqui me sento, aqui me apresento
da música que toque me faço gente
do amigo que tenho assim paciente.

Da juventude exalada, nada me espera
do passante que olha sempre hilariante
dos sons que toco reflexo exuberante
do esforço que faço nada é compensante.

Nem da minha idade resulta a titularidade
deste mundo que andando, nem tempo de olhar…
Por mais que cante os cantos que a mim encanta
há vozes dizendo tudo o que me espanta.

De pernas estendidas nestas brancas pedras
meus dedos não param nesta harmonia desenfreada
a pedra me diz que tremenda canseira
e o amigo fiel na jornada inteira.

Das moedas colhidas, eis a única verdadeira
De tão grande cartão exposto em fileira
Ides ao mundo, porque outros virão com sincera
vontade de me confortar este meu lado.


Mateus Gouveia
09/07/05

24 Comments:

Anonymous insolente said...

ora boas xô soslayo, a minha inteligencia nao vai longe sei disse de antemão daí que tenha ficado na duvida em relação ao ultimo comentário que deixaste lá no meu canto, ou seja, vinha saber se ficaste de alguma forma chateado com a insinuação homossexual que fiz sobre ti, como é lógico faço do meu blog uma realidade paralela onde nada é levado a sério nem tem por base nenhum tipo de verdade absoluta daí que pensei que não ficasses ofendido, por outro lado posso ter interpretado mal e esta conversa não faz então nenhum sentido... pronto vou mimbóra... ora entao um grande bem haja

terça-feira, março 07, 2006 4:52:00 da tarde  
Anonymous Perfect Woman said...

Mais um poema cheio de emoção...
Pois é seu Soslaio...
Isto quando te dá pra veia artística dá nisto...
Jinhos ternos...


Ps:

Gostei do começo, não sei porque mas as primeiras palavras dizem-me alguma coisa soam-me a familiar hihihih Prontos já te ajavardei o cantinho... Deixa-me ir embora antes que me corras daqui para fora hihihi

Jinhos again

terça-feira, março 07, 2006 9:10:00 da tarde  
Anonymous Ana S said...

É a realidade dos musicos de rua...são bons mas quase ninguem repara que eles existem! Bonito poema-homenagem. Beijinhos

terça-feira, março 07, 2006 10:28:00 da tarde  
Anonymous soslayo said...

Perfectwoman, a única familiaridade que possa existir é que este poema já o escrevi em 09/07/2005 e portanto, publiquei-o no Blogs.sapo, que com o bug que teve levou tudo mas claro que tenho o original no meu disco e em backup e, aos poucos o material que possuo vou intercalando entre originais e alguns publicados para ficarem circulando na blogosfera. Um beijinho.

terça-feira, março 07, 2006 10:54:00 da tarde  
Anonymous soslayo said...

Insolente, quem não deve não teme. Eu não devo! Um abraço.

terça-feira, março 07, 2006 10:55:00 da tarde  
Blogger The Woman +K(P) said...

Sì sì affetto... sono molto graziosa, voi non trovo???

hihihhi

quarta-feira, março 08, 2006 12:33:00 da manhã  
Anonymous Maria Papoila said...

A foto é fantástica o poema é uma belíssima homenagem a esses músicos que nos acordam do ruído da cidade. Abraço

quarta-feira, março 08, 2006 10:07:00 da manhã  
Anonymous nina said...

bela homenagem aos artistas de rua!
belissima foto!

quarta-feira, março 08, 2006 2:51:00 da tarde  
Blogger Thiago Forrest Gump said...

Podem atirar a moedinha, o chapéu está no prego! :)

quarta-feira, março 08, 2006 3:01:00 da tarde  
Blogger Fátima Silva said...

O poema e a imagem conjugam-se fortemente. Lindo! Todavia creio que existe uma pontinha de anuência pela desafortunada realidade. Será assim? Sentar numa pedra a assistir à vida? E como seria tocar outras melodias? Experimentar novos sons, desafiando a pedra e os próprios dedos?
Um óptimo dia para ti.

quinta-feira, março 09, 2006 1:16:00 da manhã  
Anonymous Manu said...

Bonjour Soslayo.
Passe un bonne fin de semaine sans te faire trop de soucis mon ami.
A@+

quinta-feira, março 09, 2006 8:56:00 da tarde  
Blogger Malae said...

Simples e lindo! Assim é a vida de quem na rua nos dá música para sobreviver. E essas notas pairam sempre no ar... Lembrar-me-ei de ti quando o vir pela rua!

(Essa fotografia é em Lisboa, correcto? Tenho quase a certeza de me já ter cruzado com o jovem menino e o seu cão.)

Saudades de te ler,amigo! Saudades da seneridade das tuas palavras.

Beijos,
Malae***************

quinta-feira, março 09, 2006 9:17:00 da tarde  
Blogger Black_Vampire / Deuza said...

Soslayozinho vim desejar-te um excelente fds.
Jokas Vampirescas

sexta-feira, março 10, 2006 10:16:00 da manhã  
Blogger Santa said...

Soslayo
Muitos nomes ligados à música clássica e popular foram eternizados em ruas, avenidas, praças, parques e ladeiras da cidade. Inventaram incidências musicais no mapa urbano...

Bjs

sábado, março 11, 2006 4:07:00 da manhã  
Blogger Castor (moi-je...ehe, ehe) said...

Rôda-se, olha que tu tens veia...a homenagem aos pedintes de rua que fizeste com este poema está soberba. Quem o diz é aqui o mestre castor das trovas que, volta e meia, clama para a lua e ela gosta.

sábado, março 11, 2006 7:27:00 da tarde  
Anonymous hatje said...

Olá!^^
Obrigado pela visista!
Acabo de postar um texto sobre como se viver melhor, gostaria de ter sua opiniao!
até+

sábado, março 11, 2006 7:52:00 da tarde  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

bonita homenagem...quantos músicos de rua são os verdadeiros músicos, e que infelismente serão sempre isso e só..os músicos de rua...

domingo, março 12, 2006 9:55:00 da manhã  
Blogger Luís Monteiro da Cunha said...

Olá amigo... o tempo é pouco, mas cá estou para te desejar um bom domingo e semana que se aproxima.

E maravilho-me indolente com este belo naco de rua... bela e sentida a homenagem que fazes aos musicos da nossa praça que escolhem a rua para nos deliciarem e fomentarem a sua cultura.

Parabéns, sempre a surpreender... mas eu gosto destas surpresas...lol

Abraço

domingo, março 12, 2006 2:41:00 da tarde  
Anonymous Manu said...

Tu es encore en train de faire la fête...
Abraço amigo.

domingo, março 12, 2006 8:20:00 da tarde  
Blogger Desambientado said...

Soslayo.

O que surge primeiro: a foto ou o poema? Os dois fundem-se de tal forma que não conigo perceber se é a foto que origina o poema ou o poema que originou a foto.

Parabéns amigo.

domingo, março 12, 2006 9:06:00 da tarde  
Blogger A Cor do Mar said...

Soslayo ... nao posso ver estas "figuras" , sou pela defesa dos animais, considero ste animal maltratado. Podes dizer: e os humanos? Ok, mas sou pela defesa dos animais "indefesos". deixo-te grd beijinho

domingo, março 12, 2006 10:18:00 da tarde  
Anonymous soslayo said...

Desambientado, é a foto que origina o poema.

A Cor do Mar, não se pode ver só nessa perspectiva! A solidariedade do animal com o homem está bem patente! Ninguém o obriga a tal apenas ele também se sente feliz por dar a sua contribuição... Senão vejamos, temos outros exemplos em que o animal partilha com o homem as suas capacidades! Por exemplo: o Burro quando nos carrega aos ombros não está a ser maltratado pelo homem e, como este o Cavalo também, enfim, são maneiras diferentes de observar as coisas.

segunda-feira, março 13, 2006 11:27:00 da manhã  
Blogger Desambientado said...

Então meu amigo, tens uma alma muito sensível e tudo o que vês, é único e cheio de encantamento.

terça-feira, março 14, 2006 11:25:00 da manhã  
Anonymous canzoada said...

O Alberto João ainda é vivo?
Não se tem dado por ele!

terça-feira, março 14, 2006 9:15:00 da tarde  

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